segunda-feira, 10 de junho de 2013

In the beginning



Pegar os irmãos mais novos, sentá-los em tijolos fingindo serem cadeiras, fazê-los apoiarem-se em caixotes, fazendo, estes a vezes de carteira, e numa parede clara, riscar palavras pretendidas como lições com um pedaço de carvão. Assim começa a minha vocação. 
Ensinar aos irmãos e às bonecas quando aqueles se cansavam de minha voz autoritária e enérgica, que os tirava a concentração nas brincadeiras, era, para mim, uma realização maior que raspar a tigela da massa de bolo (naquele tempo, sendo esta a maior vitória de uma criança!).
Pois bem, o tempo passou, e as cadeiras ocupadas eram realmente cadeiras. E havia vida nelas. Algumas tão machucadas pelas histórias que traziam, que era praticamente impossível conferir-lhes algum outro saber; outras, a despeito daquelas, tão regularmente regadas, podadas e cultivadas que o saber corria entre nós como numa correnteza sem obstáculos.
E então, ao amar e ouvir e ler Bento XVI, meu coração e mente foram-se abrindo para a doce e árdua tarefa de ensinar, como quem abraça a Cruz.
É, sim, uma Cruz a ser abraçada, uma vez que estamos perdidos diante de uma educação que já não busca a verdade, mas relativiza inclusive o direito das pessoas à vida. 
Os alunos são submetidos a testes de métodos pedagógicos; são violentados com uma deseducação ímpia e, há algum tempo, não mais silenciosa, mas corroborada pela boca de muitos docentes.
Mas agora levantam-se em muitas partes de nosso país os professores adormecidos. 
Que nossos corações mantenham o firme propósito de levar os que nos são confiados para o céu!
Ergamo-nos!
Que São Miguel Arcanjo nos defenda nesta peleja!